COMO ADMINISTRAR BEM SEU DINHEIRO.

DINHEIRO

O consumo compulsivo, a indisciplina orçamentária e a ausência de planejamento financeiro doméstico são alguns dos fatores que afetam diretamente a renda de milhões de brasileiros. Ora, se sabemos que nossa renda é limitada, então, é lógico supor que nossos gastos deveriam ser planejados e/ou estimados com antecedência, tais como, gastos com alimentação, vestuário, transporte (combustível), lazer, água, luz, telefone, cartão de crédito, limite do cheque especial, entre outros, tendo em vista, um controle maior e/ou melhor sobre o nosso dinheiro. Gastar é muito mais fácil, o problema é saber como e em quê gastar, consumir, poupar e aplicar nossos escassos recursos, no entanto, é preciso entender melhor alguns mecanismos financeiros que costumam devorar nossos salários ou rendimentos e seguir alguns princípios básicos para se evitar o endividamento excessivo e o comprometimento da maior parte de nossa renda. Estatisticamente, a maioria dos consumidores, usuários de cheques, cartões de créditos e financiamentos em geral repetem os erros e aumentam seu endividamento, às vezes perigosamente (é a famosa bolinha de neve). O bom orçamento familiar é resultado do conhecimento e da informação e, portanto, não deve ser tratado de forma improvisada, pois o dinheiro nos desperta os mais variados impulsos, principalmente aqueles relacionados ao consumo.

Portanto, gerir um orçamento doméstico significa primeiro saber acompanhá-lo nos mínimos detalhes e aprender a fazer projeções de gastos. Antes de tomar qualquer atitude, faça uma análise honesta e cuidadosa da sua situação financeira (lápis, papel e calculadora em mãos). O mais importante é listar tudo o que você ganha e gasta, sem exceções. É bom lembrar, que dificilmente ganhamos mais do que precisamos (é a nossa restrição orçamentária), uma vez que, geralmente, quanto mais ganhamos, mais gastamos, em outras palavras, faça as contas antes. Caso você gaste mais do que ganha, tome uma atitude já, para equilibrar as suas contas. O caminho é aumentar a renda e cortaros gastos.

Identifique quais são os tipos de despesas que mais estão pesando em seu orçamento, e quais podem ser cortadas ou reduzidas. Diante dessas situações, é necessário que o brasileiro desperte e aprenda a administrar melhor sua vida financeira, evitando deste modo (algumas vezes) situações constrangedoras e até mesmo humilhantes.

SUGESTÕES PARA ADMINISTRAR MELHOR O DINHEIRO

Muito importantes o planejamento financeiro doméstico para que você (leitor) não termine o mês abarrotado de dívidas:

  • 1º) Organize a sua lista de contas, despesas e salário;
  • 2º) Planeje e/ou estime seus gastos com antecedência (procure comprar a vista = preferência pela liquidez e exija desconto);
  • 3º) Mantenha-se firme diante das tentações de consumo (consumo compulsivo);
  • 4º) Não gaste mais do que você pode ou possua;
  • 5º) Se você for um consumidor compulsivo procure controlar sua ansiedade (procure manter-se afastado de vitrines);
  • 6º) Aprenda a fazer economia em casa, no uso de telefone, da energia elétrica, do gás e da Internet (evite desperdícios desnecessários);
  • 7º) Lembre-se de que planejamento financeiro doméstico (economia) não é sinônimo de avareza (mão-de-vaca);
  • 8º) Não aumente suas despesas fixas adquirindo mais bens que exijam manutenção constantes e/ou periódicas. (Ex: o carro é um bom exemplo disso);
  • 9º) Esqueça o Cheque Especial e o Cartão de Crédito (você pode viver e sobreviver tranquilamente sem eles). Se for necessária a utilização, fique com a opção mais barata;
  • 10º Tenha apenas um cartão de crédito e solicite um limite que se encaixe dentro do seu orçamento e/ou capacidade de pagamento;
  • 11º) Não compre coisas supérfluas com o seu cartão de crédito, utilize-o para compras em casos de urgência ou em emergências (quando não estiver com dinheiro);
  • 12º) Jamais tome dinheiro emprestado com agiotas. Essa é a pior alternativa para quem está precisando de dinheiro (procure um banco e peça orientação do seu gerente);
  • 13º) Faça uma lista das despesas. Isto facilitará a identificar com o quê e como você está gastando o seu dinheiro;
  • 14º) Vá ao supermercado com uma lista de compras já definida;
  • 15º) Procure fazer uma reserva de dinheiro para as emergências, pois elas acontecem na vida de qualquer pessoa;
  • 16º) Lembre-se de considerar nas despesas as prestações e os cheques pré- datados;
  • 17º) Torne o ato de poupar um hábito na sua vida (poupe pelo menos 10% do que você ganha por mês);
  • 18º) Se você quiser aplicar o seu dinheiro, escolha um banco confiável e prefira uma opção mais segura de investimento, como a Caderneta de Poupança ou os Fundos de Renda Fixa;
  • 19º) Seja criterioso e não compre por impulso. Escolha antecipadamente o produto. Isto facilita a pesquisa de preços, que é essencial para conciliar qualidade e custo reduzido;
  • 20º) Comprar a prazo deve ser sua última opção. Negocie com os vendedores. Peça descontos nas compras a vista e não acredite em vendas a prazo sem juros;
  • 21º) Exija a nota fiscal para garantir seus direitos e a eventual troca do produto;
  • 22º) Preste atenção na qualidade do produto e nos preços anunciados na vitrine. Se, mesmo depois de negociar com os vendedores ou o gerente, você não tiver conseguido seu merecido desconto na compra a vista, não se acanhe. Procure o produto em outro estabelecimento, que dê desconto na compra à vista. Caso o produto seja vendido parceladamente, mas “sem juros”, compre a prazo, aplicando o restante do dinheiro disponível no banco;
  • 23º) Mantenha seu nome fora do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e das listas de “Emitentes de Cheques sem Fundos” dos bancos;
  • 24º) Evite ao máximo pagar com cartão e depois entrar no crédito rotativo (pagamento mínimo de fatura com rolagem da dívida para o mês seguinte). Os juros são tão elevados, que podem levar à inadimplência. O mesmo alerta vale para quem entra no limite do cheque especial. Não faça negócios com cheques pré-datados. O cheque é pago, ou devolvido, independentemente da data;
  • 25º) Por fim, assuma compromissos que você possa cumprir. Na negociação de uma dívida, leve isso em consideração para não ficar muito “apertado ou no sufoco”. Assuma suas possibilidades reais de pagamento.

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